Cegueira da neve

Apesar de invisíveis aos olhos humanos, os raios ultravioleta podem causar danos irreversíveis à visão. Seus efeitos provocam doenças oculares, como a catarata, a degeneração macular e até a cegueira da neve, esta também conhecida como snowblindness – efeito da excessiva exposição ao sol somada ao reflexo da neve.

Em montanhas altas em estações de esqui, a quantidade de raios UV recebida aumenta conforme a altitude. A cada 305 metros, há 4% a mais de incidência dos raios. Quando o sol está no auge, a luz é menos filtrada e 50% dos raios UV são recebidos entre as 11h e as 14h. Por esse motivo, um cuidado especial deve ser tomado por pessoas que pretendem ir para uma montanha com neve.

Os escaladores e praticantes de esportes de inverno não devem abrir mão da proteção ocular, já que qualquer descuido pode causar a cegueira da neve. Entre os sintomas estão dor ocular intensa, vermelhidão dos olhos, surgimento de círculos luminosos na visão, edema palpebral, aumento de lacrimação e pupilas contraídas. Eles levam de seis a 12 horas para aparecer e, dependendo da gravidade e do tratamento recebido, a pessoa recupera a visão somente após 18 horas. Já a superfície corneana leva de 24 a 48 horas para se regenerar. No entanto, infelizmente há casos em que a cegueira é total e permanente.

Diante desse risco, o uso de óculos solares é imprescindível durante as atividades na neve e ao ar livre. Modelos com armação que contorna a face, no estilo máscara, são os ideais por oferecerem maior proteção e bloquearem os raios periféricos.

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Karina Oliani Médica especializada em resgate em áreas remotas é responsável pelo projeto Medicina da Aventura no Brasil. Pilota de helicóptero e apresentadora do programa Extremos, no canal Multishow.